Quais são os próximos passos do julgamento de Bolsonaro?

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento do núcleo central da tentativa de golpe de Estado, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus. O primeiro dia foi marcado pelas falas do relator, ministro Alexandre de Moraes, pela acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), feita pelo procurador-geral Paulo Gonet, e pelas defesas de quatro acusados. As sustentações orais seguiram ordem alfabética, mas tiveram início com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, por ser o delator do caso. Na sequência, falaram os advogados de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier; e de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça Para esta quarta-feira (3), estão previstas as defesas de Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); de Jair Bolsonaro; de Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e de Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil. A votação dos ministros deve ocorrer apenas na próxima semana, nos dias 10 e 11 de setembro. Já a sentença está prevista para o dia 12, sexta-feira. O cronograma, no entanto, pode ser alterado conforme o andamento da sessão. Segundo a programação inicial, o primeiro dia de trabalhos foi encerrado cerca de uma hora antes do previsto, mas segue dentro do calendário definido pelo Supremo. Confira as datas e horários das sessões 2 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h 3 de setembro – 9h às 12h 9 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h 10 de setembro – 9h às 12h 12 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h Visualizações 2 Anúncios Post navigation

Postagens relacionadas

Governo aposta em narrativa de “bem contra o mal” e tenta colar crime em adversários políticos

Denúncias envolvem ata falsa, contratos suspeitos, crise na UDE e irregularidades no Hospital de Emergência; parte dos casos já é alvo do MP-AP

Efeito Clécio HE : “Não posso deixar ele morrer”: falta de leito no HCAL expõe falha grave no atendimento público