TERROR NO GARIMPO: FACÇÕES ESCRAVIZAM E MATAM POR OURO ILEGAL NO AMAPÁ

URGENTE — CONEXÃO AMAPÁ–RORAIMA
Mais de 100 quilos de ouro apreendidos em Roraima podem ser fruto de garimpo ilegal no Sul do Amapá, operado por facções e protegido por violência armada

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu recentemente, em Roraima, mais de 100 quilos de ouro. A carga milionária pode ter origem em garimpos ilegais de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá — uma das áreas mais visadas por organizações criminosas que atuam na extração e no tráfico de minérios na Amazônia.

As investigações revelam que o esquema de extração e transporte clandestino do ouro é sofisticado: envolve pistas de pouso clandestinas, um aeródromo dentro do município e até apoio logístico aéreo para escoar o minério. No fim de 2024, uma operação policial já havia apreendido ouro, armas e uma aeronave, confirmando que o município é ponto estratégico para o crime organizado.

Segundo informaçãoes há suspeita de que a Secretaria de Estado de Mineração (SEMIN/GEA) seja conivente na extração e comercialização do ouro retirado de garimpos ilegais em municípios do Amapá. Os garimpos clandestinos também contam com a prevaricação de agentes públicos municipais para desenvolver suas atividades fora da lei.

O pano de fundo é de sangue e poder: oito mortes recentes na região do Sul do Amapá estão sob suspeita de terem relação direta com disputas pelo controle do garimpo e das rotas de transporte. Fontes policiais indicam que parte dessas facções mantém conexões ativas com grupos de Roraima, expandindo a rede criminosa e criando um corredor ilegal de ouro entre os dois estados.

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