Pollon Joga a Carta do Autismo para se Defender do Motim na Câmara – Estratégia ou Verdade?

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), alvo de representação que será analisada pelo Conselho de Ética, afirmou nas redes sociais que é autista e que, por isso, não compreendeu o que ocorria durante o motim que paralisou a Câmara dos Deputados por mais de 30 horas na última semana.

Pollon e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) foram os últimos a deixar o espaço quando o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentou retomar a cadeira para iniciar a sessão.

Em vídeo, Pollon negou que tenha sido incentivado por van Hattem a permanecer no local. “Sou autista e não estava entendendo o que estava acontecendo naquele momento”, declarou.

 

Segundo o parlamentar, ele pediu que van Hattem o acompanhasse para orientá-lo e alegou que havia um acordo para desocupar o espaço antes da chegada do presidente, o que, segundo ele, não foi cumprido. Pollon admitiu, no entanto, que só deixaria o local após uma resposta favorável ao pedido de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Deputado Marcos Pollon (PL-MS)

 

 

Dias antes, durante manifestação em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Mato Grosso do Sul, Pollon chamou Hugo Motta de “bosta” e “baixinho de um metro e sessenta”.

Hugo Motta decidiu indicar a suspensão de mandato por até seis meses para Pollon, van Hattem, Zé Trovão (PL-SC) e Júlia Zanatta (PL-SC). A deputada Camila Jara (PT-MS) também pode ser suspensa, em processo separado. Outros parlamentares envolvidos nas ações devem receber apenas advertência.

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