Um escândalo envolvendo o programa “Amapá Sem Fome” veio à tona nesta semana. Lideranças comunitárias denunciaram que a Secretaria de Assistência Social do Estado está ignorando as entidades devidamente cadastradas e aprovadas no edital, e realizando entregas de cestas básicas sem transparência, em ações isoladas e suspeitas de favorecimento político.
Em registros compartilhados em grupos de lideranças de OSCs (Organizações da Sociedade Civil), é possível ver pessoas descarregando alimentos de forma improvisada em via pública, sem qualquer identificação oficial ou critério claro de distribuição. “Tiraram a associação de moradores para fazerem as entregas às escondidas”, afirma uma das mensagens. Outra liderança desabafa: “Eu não espero mais nada desse governo. É uma decepção total!”.
A denúncia aponta ainda que as entregas estão sendo feitas à revelia do processo oficial, que exigiu documentação e esforço das associações comunitárias. “Pegaram nossos documentos, nos fizeram cumprir tudo o que o edital pedia, e agora fazem distribuição clandestina. Isso é golpe!”, relata uma das representantes das entidades.
As lideranças cobram explicações públicas do Governo do Estado e a imediata suspensão das entregas sem critério, além da revisão urgente da política de distribuição dos alimentos, que deveria ser técnica e isenta, e não servir de moeda política em ano eleitoral.