Trabalhadores da Empresa PATENTE Denunciam Atrasos Salariais e Assédio Moral em Contrato com o Governo do Estado

Trabalhadores da Empresa PATENTE Denunciam Atrasos Salariais e Assédio Moral em Contrato com o Governo do Estado

Vigilantes da SESA estão há quase três meses sem receber e relatam ameaças e coerção por parte da empresa terceirizada

Por Jean Bambam

Há quase três meses, vigilantes contratados pela empresa PATENTE para atuar na Secretaria de Estado da Saúde (SESA) enfrentam atrasos salariais e situações de assédio moral. Os trabalhadores, responsáveis pela segurança de unidades de saúde, relatam que a empresa não oferece previsão de pagamento e, quando questionada, os ameaça com demissão.

De acordo com denúncias, os funcionários são coagidos por um inspetor da PATENTE, que os advertem sobre possíveis punições caso reclamem da falta de pagamento. “Eles dizem que, se não estivermos satisfeitos, podemos pedir as contas. Mas como deixar o emprego em um momento de crise, sem ter um salário tudo atrasado ?”, desabafa um vigilante que preferiu não se identificar por medo de retaliações.

Empresa Presta Serviço ao Governo, mas Descumpre Direitos Trabalhistas

A PATENTE foi contratada pelo governo estadual para fornecer serviços de vigilância à SESA, órgão responsável por gerir a saúde pública. No entanto, a falta de pagamento e as condições degradantes de trabalho levantam questionamentos sobre a fiscalização do contrato.

Procurados, os trabalhadores afirmam que já não sabem a quem recorrer. “Estamos sem apoio, sem salário e sob pressão psicológica. Precisamos de ajuda para que essa situação seja investigada”, relata outro funcionário.

SESA e Governo do Estado Devem se Manifestar

Até o momento, a Secretaria de Saúde e o governo estadual não se pronunciaram sobre as denúncias. A reportagem tentou contato com a empresa PATENTE, mas não obteve resposta.

A situação expõe a precarização do trabalho terceirizado em serviços essenciais, onde funcionários enfrentam violações de direitos sem garantia de amparo. A expectativa é que órgãos competentes, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), apurem as irregularidades.

Enquanto isso, os vigilantes seguem em alerta, cobrando dignidade e o cumprimento de seus direitos.

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