Anunciada com pompa e amplamente divulgada nas redes sociais do governo do Amapá, a obra de dragagem na região do Bailique, na zona norte do estado, virou alvo de críticas por parte de moradores

Show midiático do governo esbarra na realidade: moradores denunciam lentidão nas obras de dragagem no Bailique

Apesar da propaganda oficial, relatos apontam que os trabalhos não avançam e comunidades seguem isoladas na região do Arraiol , Livramento , Santo Antônio , Igarapé grande e outras comunidades

Macapá, 4 de agosto de 2025 – Anunciada com pompa e amplamente divulgada nas redes sociais do governo do Amapá, a obra de dragagem na região do Bailique, na zona norte do estado, virou alvo de críticas por parte de moradores que denunciam o ritmo lento e a ineficiência dos trabalhos.

Segundo relatos enviados ao portal Bambam News, a balsa da dragagem está posicionada em frente à comunidade do Arraiol há dias, mas sem apresentar qualquer avanço concreto. “As máquinas chegaram, mas nada evoluiu. Quem mora nos Porquinhos pra baixo continua sem conseguir passar para a comunidade do Livramento”, afirma um morador indignado.

Nos comentários de publicações sobre a obra nas redes sociais, o tom é de frustração. “Na mídia tá uma maravilha, o trabalho tá a todo vapor… mas nunca começaram a cavar”, ironiza Jessé Mota. Outro internauta, Edilson Bagem, complementa: “Nada, meu parceiro. Não cavaram nem um metro.”

Apesar das críticas, o Governo do Estado divulgou que a ação de dragagem está sendo realizada com recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que repassou R$ 9 milhões por meio da Defesa Civil Nacional. Os serviços, sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), utilizariam uma draga, uma escavadeira hidráulica e uma balsa petroleira, com previsão de duração de quatro meses.

Entretanto, o cenário no local revela outro retrato. Segundo os moradores, a justificativa apresentada pelo governo de que a paralisação temporária ocorreu por conta da festa do Livramento não se sustenta, uma vez que, segundo eles, sequer houve início real das escavações.

Enquanto o governo sustenta o discurso de que a obra visa garantir a navegabilidade e a retomada da atividade econômica na região, como pesca e transporte escolar, a população segue isolada e desacreditada. “A velocidade dessa obra é de uma hora de trabalho, uma peça quebra e passam dias esperando. Desse jeito o ano termina e não chegam nem no Livramento”, disse um morador em uma rede social.

O portal Bambam News seguirá acompanhando o andamento da obra e cobrando respostas das autoridades.

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