Obra polêmica na JP levanta suspeita de irregularidades e falta de transparência

A obra de pavimentação da Rodovia Josmar Pinto antiga JK, que liga Macapá a Santana  voltou ao centro das atenções, desta vez por suspeitas de irregularidades e falta de transparência na execução do contrato milionário firmado com a Construtora Rio Pedreira, de propriedade de Breno Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre. O contrato é bancado por uma emenda parlamentar de R$ 100 milhões destinada pelo próprio Alcolumbre.

Apesar de a Rio Pedreira ser a empresa oficialmente contratada para a obra, o portal Bambam News flagrou na última sexta-feira (26) a utilização de um caminhão com a placa TG07F28, pertencente à empresa D.B Participações, atuando no trecho em obras. D.B não aparece entre os contratos divulgados pelo Governo do Estado para esta execução, o que levanta sérios questionamentos sobre quem, de fato, está executando a obra.

Além disso, há indícios de que outras máquinas em operação seriam do próprio Setrap (Secretaria de Estado de Transporte) e de empresas ainda não identificadas, o que amplia as suspeitas de possíveis irregularidades contratuais. O uso de equipamentos que não pertencem à empresa contratada oficialmente pode configurar descumprimento de contrato ou até mesmo práticas irregulares.

A obra da JP se arrasta há mais de três anos, com paralisações frequentes e promessa de conclusão sempre adiada. Agora, as denúncias de uso de maquinário externo à empresa contratada reacendem o debate sobre a transparência na aplicação dos recursos públicos e a real responsabilidade das partes envolvidas.

Moradores, lideranças locais e órgãos de controle cobram explicações do Setrap e do Governo do Estado sobre a origem dos equipamentos e a legalidade da atuação de outras empresas no local. A expectativa de desenvolvimento que a rodovia deveria representar vai sendo substituída por dúvidas e desconfiança da população.

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