Após denúncias e investigação da PF, Codevasf retira maquinário e Setrap assume obra da antiga JK

Depois de novas informações virem à tona sobre suspeitas de corrupção e desvio de dinheiro público na execução das obras da antiga Rodovia JK, a situação ficou ainda mais nebulosa. A Polícia Federal está investigando os contratos firmados pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), que havia terceirizado o serviço para a empresa JP Engenharia. Diante da repercussão e da pressão pública, o maquinário da empresa foi retirado do canteiro de obras e a responsabilidade agora passou oficialmente para a Setrap (Secretaria de Estado de Transportes do Amapá).

O que chama atenção, no entanto, é que mesmo com os milhões de reais liberados pelo senador Davi Alcolumbre, a obra — com menos de 15 km de extensão — não saiu do papel como prometido. O recurso deveria ter sido suficiente para executar o projeto sem a necessidade de novos aportes, mas agora o governo do estado, sob comando do governador Clécio Luís, pretende utilizar verbas do tesouro estadual para concluir a rodovia.

A população cobra respostas concretas. Onde foi parar o dinheiro enviado por Davi? Por que uma obra tão curta e de alta prioridade encontra tantos entraves? E mais: quem será responsabilizado se a investigação da PF confirmar os desvios?

Enquanto isso, a antiga JK continua inacabada, servindo como símbolo da má gestão, da falta de transparência e da velha política de sempre — onde os interesses eleitorais falam mais alto que o compromisso com o povo.

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