Relatório revela que Breno Chaves Pinto usava o nome do senador para pressionar repasses, obter contratos ilegais e movimentar dinheiro vivo com aval do Dnit
Um relatório da Polícia Federal enviado à Justiça expôs um esquema milionário de corrupção envolvendo Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), e o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, Marcelo Vieira Linhares. De acordo com as investigações, Breno e Marcelo atuavam em conluio para fraudar contratos públicos e favorecer empresas ligadas ao suplente, movimentando grandes quantias em dinheiro vivo.
Breno Chaves Pinto, segundo a PF, utilizava o nome de Alcolumbre para fazer pressão política junto ao governo federal e garantir o empenho e pagamento de contratos firmados ilegalmente com o Dnit. Os investigadores apontam que ele sacava altos valores logo após o repasse dos recursos. As ações foram alvo da Operação Route 156, deflagrada na terça-feira (22), para apurar desvio de verbas públicas no estado.
A Polícia Federal afirma ainda que o suplente se apresentava como um interlocutor influente junto a autoridades de Brasília, cobrando contrapartidas de empresários e negociando os fluxos financeiros dos contratos. O Ministério Público Federal considera que a conduta configura, em tese, o crime de tráfico de influência.
Apesar do uso recorrente de seu nome nos bastidores do esquema, o senador Davi Alcolumbre não é formalmente investigado no caso. A operação segue em curso, e a Justiça Federal autorizou as medidas com base em provas colhidas durante a investigação da PF.