1% mais rico domina 63% da riqueza do país: campanha explode contra privilégios de elites e supersalários

Após ultrapassar as 408 mil assinaturas, o manifesto “Somos 99%”, lançado há uma semana pelo fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Eduardo Moreira, entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (14). A campanha, a partir de agora, fará uma pressão direta aos deputados e senadores do Congresso Nacional em favor das pautas que constam no texto. A novidade foi anunciada no ICL Notícias — 1ª edição.

No site 99porcento.com.br, onde está disponível o abaixo-assinado, também será possível acompanhar uma lista de todos os congressistas do país (no primeiro momento, os deputados federais), que serão interrogados pelo ICL sobre as propostas do manifesto. Na lista, será possível conferir o posicionamento dos parlamentares sobre os assuntos.

Os deputados que se manifestarem a favor de todas as propostas receberão um selo do “Somos 99%” e os parlamentares que foram contrários também serão exibidos no site. Paralelo a isso, serão apresentadas, no Congresso Nacional, propostas para colocar em prática os pontos apresentados pela campanha. Os congressistas que se manifestaram a favor das ideias e voltarem contra as medidas no Parlamento vão receber um selo de “traidor dos 99%”.

“A gente vai fazer um acompanhamento com mais de 400 mil fiscais pressionando para que as medidas sejam implementadas. Esse é o próximo passo do ‘somos 99%’, estamos botando dinheiro nisso, mas é para transformar ideias e mobilização em prática política, em pressão política e em mudança efetiva. Nós vamos comemorar muito quando a primeira proposta passar, e vai passar”, salientou Eduardo Moreira.

“Acho fundamental porque é fazer aquilo que você de fato estava falando que ia fazer. Tem uma etapa fundamental de transformação social profunda que é catalizar o desenvolvimento de uma democracia participativa”, afirmou o jornalista Cesar Calejon, no ICL Notícias — 1ª edição.

No site 99porcento.com.br, onde está disponível o abaixo-assinado, também será possível acompanhar o posicionamento de todos os congressistas do país sobre as propostas do manifesto

Propostas da campanha pelo Manifesto

A campanha denuncia os privilégios do 1% mais rico da população, responsável por concentrar 63% da riqueza nacional, além de criticar os abusos de políticos fisiológicos e servidores com supersalários.

Entre as principais reivindicações estão: Fim dos supersalários no setor público; extinção das emendas secretas; redução da carga tributária sobre os trabalhadores; tributação mais justa sobre os mais ricos; combate à impunidade entre políticos, juízes, empresários, banqueiros e militares; divulgação ampla do Portal da Transparência; Cobrança de dívidas bilionárias de grandes latifundiários e empresas; proibição de eventos públicos considerados “vergonhosos” e sem transparência.

“A gente precisa saber o que vai cobrar. É isso que a gente fez dessa vez”, explicou Eduardo Moreira durante o lançamento. Moreira destacou dados alarmantes do relatório da Oxfam sobre desigualdade e poder corporativo, além de informações da PNAD Contínua, do IBGE, que evidenciam a disparidade de renda no Brasil. Segundo o levantamento, o 1% mais rico ganha, em média, 36,2 vezes mais do que os 40% mais pobres. Em comparação aos 10% mais ricos, a diferença é de 13,4 vezes.

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