Clécio promete agora o que não fez em 8 anos como prefeito: asfalto no Marabaixo vira promessa atrasada
Moradores do bairro convivem há décadas com lama e poeira, mas só agora após 2 anos e meio de governo estadual — o ex-prefeito de Macapá anuncia pavimentação da Alameda Sossego. População questiona: por que não fez antes?
Depois de anos de abandono e promessas não cumpridas, o Governo do Amapá anunciou a pavimentação da Alameda Sossego, no bairro Marabaixo, zona oeste de Macapá. A notícia seria bem-vinda se não viesse com o gosto amargo da incoerência. Clécio Luís, hoje governador, foi prefeito da capital por dois mandatos consecutivos — oito anos inteiros — e nada fez pelo asfaltamento das ruas do Marabaixo, uma das regiões mais esquecidas da cidade.
Agora, passados dois anos e meio à frente do Governo do Estado, Clécio tenta reescrever sua história diante dos moradores que ainda hoje convivem com buracos, lama no inverno e poeira no verão. A pergunta que ecoa entre os moradores é simples: se em oito anos como prefeito ele não fez, por que só agora resolveu agir?
A população vê com desconfiança o anúncio da obra, que pode soar como mais uma jogada de marketing às vésperas de ano eleitoral. “Eles acham que o povo esquece. Só porque agora virou governador, quer posar de salvador? Quando era prefeito, sumiu daqui”, disse uma moradora da região que preferiu não se identificar.
O bairro Marabaixo é um símbolo do abandono estrutural em Macapá. Diversas gestões prometeram melhorias, mas nenhuma ação efetiva chegou com força. Durante os mandatos de Clécio na prefeitura (2013-2020), as demandas da comunidade foram ignoradas, mesmo com recursos federais disponíveis para obras de mobilidade urbana.
Com o anúncio da pavimentação apenas da Alameda Sossego — uma via importante, mas ainda assim uma entre tantas esquecidas — a medida soa como um “remendo político” e não como uma política pública consistente. A população exige mais que promessas tardias: quer respeito, compromisso e obras que realmente melhorem sua qualidade de vida.
Enquanto Clécio tenta justificar a omissão passada com ações pontuais no presente, o sentimento no Marabaixo é de desconfiança. Afinal, quem teve oito anos para agir e não fez, agora precisa mais do que anúncios: precisa provar que não está apenas, mais uma vez, enganando o povo.