Governador do Amapá oferece jantar para 23 deputados estaduais, mas só 15 comparecem; pauta não definida, resultado nenhum e clima de desconfiança entre Executivo e Legislativo.

Governador do Amapá oferece jantar para 23 deputados estaduais, mas só 15 comparecem; pauta não definida, resultado nenhum e clima de desconfiança entre Executivo e Legislativo.

Em mais uma tentativa de mostrar força e união com sua base política, o governador Clécio Luís ofereceu um jantar nesta semana aos deputados estaduais que integram sua bancada na Assembleia Legislativa do Amapá. Dos 23 parlamentares esperados, apenas 15 compareceram — e o encontro, segundo relatos, não passou de um evento protocolar sem pauta, sem discussão séria e, principalmente, sem resultados concretos.

A ausência do deputado R. Nelson (PL), que sequer foi convidado, gerou burburinho nos bastidores e reforçou o clima de seletividade e desarticulação política. Enquanto isso, a presidente da Assembleia, deputada Aline serrão, ainda enfrenta desgaste após ser condenada judicialmente, o que coloca mais lenha na fogueira da imagem já fragilizada do Legislativo estadual.

A reunião, que deveria tratar de estratégias, obras, investimentos ou ações concretas do governo, terminou como começou: sem encaminhamentos, sem propostas e, para muitos, sem sentido. Para críticos, o jantar foi apenas uma encenação para estampar uma foto nas redes e tentar salvar uma gestão que patina em popularidade e enfrenta dificuldade em se comunicar com a população.

A pergunta que ficou no ar: Clécio está tentando governar com tapinha nas costas e selfie de bastidor enquanto o povo segue à margem das decisões?

No final, o “jantar da base” virou mais um episódio do “migué institucionalizado” que tem marcado a política local — regado a suco, pose e falta de vergonha.

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