Presidente da PROSSEG Recebe R$ 40 Mil Por Mês Enquanto Vigias Sobrevivem com R$ 1.985: Nepotismo e Super Salários Escancarados

Diretores da PROSSEG Ganham Salários de Elite Enquanto Cooperados Recebem Migalhas: O Escândalo que Fere a Isonomia no Cooperativismo

Presidente e Familiares Acumulam Fortunas em Contraste com Remuneração Mínima dos Cooperados; Prática Viola Princípios Básicos do Cooperativismo e Gera Revolta


Macapá, 24 Junho de 2025 – Enquanto os cooperados da PROSSEG recebem salários líquidos de R$ 1.985,00, o presidente da cooperativa, Amiraldo Costa Pereira, embolsa R$ 40.000,00 mensais – valor que inclui uma polêmica bonificação de 1% sobre contratos todos os contratos , somando R$ 25.000,00 só em comissões. A disparidade, que viola frontalmente o princípio da isonomia – pilar do cooperativismo –, se estende a familiares e aliados, expondo um sistema de privilégios que transformou a PROSSEG em um feudo de benefícios para poucos.

A Elite da PROSSEG: Salários que Desmentem a “Democracia Cooperativista”

Documentos obtidos pela reportagem revelam que a diretoria da PROSSEG aprovou, em Assembleia Geral no dia 31 de maio de 2024, um regimento interno que legaliza salários exorbitantes para seus membros, enquanto a base operacional sobrevive com menos de 5% da remuneração dos dirigentes. Além do presidente, destacam-se:

  • Alessandro (filho de Amiraldo): R$ 7.000,00

  • Matheus (filho de Amiraldo): R$ 7.000,00

  • Maria (nora do presidente): R$ 7.000,00

  • Diretor Administrativo Erenildo: R$ 10.000,00

Enquanto isso, um cooperado comum recebe R$ 2.388,15 brutos (incluindo VA e VT), mas após descontos, leva para casa apenas R$ 1.985,00 – valor 20 vezes menor que o do presidente. O contrato com a PMM, porém, repassa R$ 3.676,83 por cooperado, levantando a questão: para onde está indo o dinheiro público?

Isonomia? Só no Papel

O princípio da isonomia de rendimentos, que garante distribuição justa de lucros em cooperativas, foi ignorado pela PROSSEG. A diretoria justifica os salários altos como “necessários para a gestão”, mas não explica por que parentes e aliados ocupam cargos com remunerações acima do mercado – sem qualificação comprovada.

“Isso é nepotismo disfarçado de cooperativismo”, denuncia um cooperado que preferiu não se identificar. “Enquanto a diretoria vive como elite, nós mal conseguimos pagar as contas com um salário que não chega a dois mil reais líquidos.”

Cooperativismo ou Capitalismo de Compadrio?

Os sete princípios do cooperativismo, definidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), incluem gestão democrática e participação econômica equitativa. Na PROSSEG, porém:

  • Não há transparência na escolha de diretores (critérios são “amizade” ou parentesco);

  • A assembleia aprova aumentos abusivos para a cúpula, enquanto a base não tem voz;

  • O dinheiro público repassado pela PMM não se reflete nos salários dos cooperados.

Reação e Possíveis Ações

A situação já mobiliza cooperados e entidades de defesa do trabalho, que estudam medidas judiciais por violação da Lei 5.764/71 (que rege cooperativas) e apropriação indébita de recursos. O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) podem ser acionados para investigar se há desvio de verbas públicas nos contratos com a PMM.

“Isso não é uma cooperativa, é um esquema de enriquecimento às custas dos trabalhadores”, resume uma fonte ligada ao movimento sindical. “Ou a PROSSEG reverte isso, ou a justiça vai intervir.”

Nota da Redação:
Este caso expõe uma distorção grave no cooperativismo brasileiro, onde dirigentes se aproveitam da estrutura para criar privilégios. A PROSSEG agora enfrenta pressão para explicar publicamente as disparidades ou arcar com as consequências legais.

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