Título: “Prioridade Invertida: Governador Investe R$ 10 Mi no Carnaval do Rio e Deixa Amapá com Migalhas”
Subtítulo: Enquanto escolas de samba amapaenses recebem apenas R$ 7,5 milhões, Mangueira, do Rio, é agraciada com verba milionária para falar do Amapá. Onde está o compromisso com a cultura local?
Por JEAN BAMBAM
O governador Clécio Luís (Solidariedade) acaba de protagonizar mais um capítulo de desrespeito à cultura do Amapá. Enquanto as escolas de samba locais lutam com orçamentos apertados, recebendo apenas R$ 7,5 milhões para o Carnaval 2025, o mesmo governador liberou R$ 10 milhões iniciais para a Estação Primeira de Mangueira, no Rio de Janeiro, apenas para que a escola cante o Amapá em seu enredo.
A decisão, que não estava prevista no orçamento estadual, escancara uma contradição gritante: por que investir mais fora do que dentro do próprio estado? Enquanto o samba amapaense sobrevive com recursos insuficientes para estrutura, segurança e divulgação, o governo prefere bancar luxo alheio, financiando uma das maiores escolas de samba do país.
Cultura Amapaense Abandonada
As escolas de samba do Amapá, há anos, reclamam da falta de apoio. Com o aumento dos custos de produção e a necessidade de valorizar os artistas locais, o repasse de R$ 7,5 milhões é considerado insuficiente por líderes culturais. “É uma esmola, enquanto o Rio ganha milhões para falar da nossa terra. Cadê o investimento real no nosso povo?”, questiona um carnavalesco anônimo.
Já a verba destinada à Mangueira, segundo o governo, seria para “divulgar o Amapá nacionalmente”. Mas a pergunta que fica é: vale mais promover o estado no Sambódromo do que fortalecer sua própria cultura? Enquanto o Amapá não tem sequer um sambódromo digno, o Rio recebe milhões para incluir o nome amapaense em seu desfile.
Onde Está o Planejamento?
O mais grave é que, segundo fontes da Secretaria de Planejamento, esse repasse de R$ 10 milhões não estava previsto no orçamento. Ou seja, enquanto projetos locais sofrem com falta de verba, o governo inventa um gasto milionário fora do estado, sem transparência.
“Isso é um absurdo! O dinheiro público deveria ser investido primeiro no nosso povo. O Carnaval do Amapá movimenta economia, gera emprego e valoriza nossa identidade. Por que não investir aqui?”, protesta o presidente de uma escola de samba local.
O Governo se Defende (Mal)
Em nota, a assessoria do governador afirmou que o repasse ao Rio é uma “estratégia de turismo”, mas não explicou por que não houve investimento proporcional no Amapá. Nem justificou a falta de previsão orçamentária para essa despesa.
Enquanto isso, os amapaenses ficam com a pergunta: Quando o nosso Carnaval será prioridade?
O que você acha disso?