Governo do Amapá Torra Milhões no Carnaval do Rio Enquanto Hospitais e Escolas Apodrecem
Enquanto a população amapaense enfrenta o colapso na saúde, escolas deterioradas e servidores sem receber seus direitos básicos, o Governo do Amapá decidiu financiar o glamour do carnaval carioca. Foram R$ 10 milhões empenhados e, até o momento, R$ 5 milhões já pagos à Estação Primeira de Mangueira, tradicional escola de samba do Rio de Janeiro, sob o pretexto de “fomento cultural”.
A pergunta que ecoa nas ruas de Macapá, Santana, Laranjal e em todos os 16 municípios do estado é simples: quem está sambando com o dinheiro do povo?
Hospitais vivem à base de improviso, faltam medicamentos, profissionais estão sobrecarregados e escolas funcionam sem estrutura mínima. Enquanto isso, o governo prioriza investir milhões em uma escola de samba que sequer tem ligação direta com a realidade cultural do Amapá.
Além de escandaloso, o ato beira a insensatez. Como um estado que não honra compromissos com servidores, fornecedores e profissionais da educação e saúde, pode bancar o carnaval de outro estado?
A gestão do governador Clécio Luís, que se vendeu como moderna e eficiente, parece mais interessada em tapetes vermelhos e camarotes na Sapucaí do que nas filas de espera por atendimento nos hospitais públicos de Macapá. A população amarga o abandono, enquanto o governo samba com os cofres públicos.
Em tempos de crise, fome, desemprego e insegurança, gastar R$ 10 milhões no carnaval alheio é mais do que irresponsabilidade — é um verdadeiro tapa na cara de quem ainda acredita na política como instrumento de mudança.
O Amapá precisa de gestão, não de desfile.