Em entrevista exclusiva, com a jornalista Adriana Garcia, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, reforçou a necessidade de estudos técnicos e científicos para avaliar a viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial. O chefe do Executivo municipal destacou que o desenvolvimento socioeconômico da região deve andar lado a lado com a responsabilidade ambiental.
Durante a entrevista , Furlan afirmou que a segurança ambiental é condição primordial para qualquer atividade petrolífera na costa do Amapá. “Com comprometimento e seriedade, essa nova matriz econômica pode impulsionar o progresso do estado e trazer benefícios sociais e econômicos para a população”, declarou.
O tema tem ganhado relevância nacional, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestando apoio à exploração na região, desde que respaldada por pesquisas que comprovem sua viabilidade. Lula ressaltou que a Petrobras, referência em águas profundas, deve seguir todos os protocolos para mitigar riscos ambientais.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, lembrou que a exploração de petróleo e gás é uma atividade de alto risco, mas que os processos de licenciamento existem justamente para reduzir esses impactos. Ele explicou que a negativa inicial ao pedido da Petrobras se deu devido à falta de informações sobre a biodiversidade local e à ausência de um plano de proteção à fauna.
A Margem Equatorial brasileira, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, é vista como uma fronteira energética promissora, com reservas significativas de combustíveis fósseis. A Petrobras já manifestou interesse em explorar a região, mas o caminho até a autorização definitiva ainda depende de amplos debates técnicos e ambientais.
Enquanto isso, a posição do prefeito Furlan reflete a busca por um consenso entre crescimento econômico e sustentabilidade, alinhando-se tanto às diretrizes federais quanto às demandas da sociedade por um desenvolvimento responsável.