EXCLUSIVO: Freira brasileira é afastada de mosteiro na Itália após acusações de má gestão e conflitos com o Vaticano
VITTORIO VENETO (Itália) – A freira brasileira Aline Pereira Gamache, natural do Amapá, está no centro de um caso que abalou a comunidade religiosa do Mosteiro São Diacomo de Vegli, no Vêneto. Acusada de utilizar bens do convento para benefício pessoal e de familiares, a religiosa foi removida do cargo após investigação do Vaticano. O caso, que ganhou repercussão internacional, levanta questões sobre transparência, autoridade eclesiástica e vida monástica.
A Denúncia e a Intervenção do Vaticano
A crise começou quando quatro freiras do mosteiro enviaram uma carta sigilosa ao Papa denunciando supostas irregularidades na gestão de Aline Pereira, que ocupava cargo de liderança. Segundo as religiosas, a brasileira teria desviado recursos do convento para fins particulares, violando os votos de pobreza.
O Vaticano, através do Dicastério para a Vida Consagrada, abriu investigação que confirmou as acusações, determinando o afastamento imediato de Aline do mosteiro e da Ordem Cisterciense.
Nomeação de Nova Madre Superiora e Saída das Freiras
Paralelamente, o Vaticano impôs uma nova madre superiora, causando protestos entre parte das freiras. Aline e outras irmãs decidiram deixar o mosteiro, alegando que o ambiente havia se tornado “opressivo” após a mudança na liderança. Em declaração, afirmaram que pretendem continuar sua vocação religiosa, mas em “um contexto mais aberto”, fora da clausura tradicional.
Quem é Aline Pereira?
Nascida no Amapá, Aline é filha da jornalista Lúcia Teresa e sobrinha do empresário Otaciano Pereira. Após anos de trabalho social no Brasil, transferiu-se para a Itália para a vida monástica. A família.
Enquanto a Santa Sé considera o caso quase resolvido, apoiadores de Aline falam em “perseguição interna”, e as freiras denunciantes defendem a decisão como necessária para “proteger o mosteiro”.
E agora?
Aline Pereira poderá continuar seu caminho religioso fora das estruturas tradicionais, enquanto o Vaticano avalia novas diretrizes para evitar crises similares.
Reposta de Aline pereira
”Em relação a matéria publicada nesse site, Aline Pereira Ghammachi vem esclarecer que se tratam de inverdades e erro na tradução das supostas fontes. De fato o que ocorreu foi que Aline e as demais freiras se afastaram do Mosteiro por discordar do procedimento adotado após o falecimento do Papa. Esclarecemos que não há qualquer investigação em curso sobre mal desvio de valores, como divulgado de forma leviana. Salientamos que o publicado se trata de crime e que medidas judiciais estarão sendo adotadas, uma vez que o intuito fora o de atacar a honra de uma família tradicional do Estado do Amapá”!
Fonte: Il Gazzettino/ANSA
https://www.ilgazzettino.it/schede/suore_clausura_fuga_convento_badessa_vittorio_veneto-8808983.html
https://www.oggitreviso.it/vittorio-veneto-%E2%80%9Ccommissariato-monastero-di-san-giacomo-di-veglia%E2%80%9D-au22435-354278?fbclid=IwY2xjawKCKqlleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETFjd2g2NkZDWE1mTUpYOWFoAR54fsAYbi7Bgk35EtyxOVIeiQ51VDjwuyOFbVr3CItfYfPu5rlyzoauwNICQQ_aem_T4aOAUAiKiCA3vpcmBk8jA