PRESSÃO NOS BASTIDORES? Denúncias apontam ameaças e coação em UBS de Macapá e distritos
Servidores relatam clima de medo: supostas exigências políticas envolveriam apoio a Jorge Amanajás, Felipe da Sapataria Show e ao governador Clécio
Uma série de denúncias que circulam nos bastidores da saúde pública em Macapá acende um alerta grave: servidores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), tanto na capital quanto nos distritos, estariam sendo alvo de pressão política, ameaças veladas e até coação direta.
De acordo com os relatos, o vereador Banha Lobato e o pré-candidato a deputado estadual Jorge Amanajás são apontados como figuras centrais em uma suposta estratégia de intimidação. Segundo as denúncias, funcionários estariam sendo orientados a apoiar determinados nomes nas eleições — entre eles o próprio Amanajás, Felipe da Sapataria Show e o governador Clécio.
O ponto mais sensível — e grave — das acusações é o teor das supostas falas: servidores afirmam que teriam sido advertidos de que quem não seguisse a “orientação política” poderia ser exonerado. Em alguns relatos, o discurso iria além, com afirmações de que “Pedro DaLua permanecerá no mandato”, como forma de reforçar o peso político por trás das ameaças.
Clima de medo e silêncio
Nos corredores das UBS, o que se comenta é um ambiente de tensão. Muitos servidores, segundo fontes, evitam falar publicamente por receio de represálias. A denúncia, se confirmada, pode configurar abuso de poder político e violação direta de princípios da administração pública, como a impessoalidade e a legalidade.
Cadê as explicações?
Até o momento, não há manifestação oficial dos citados sobre as acusações. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Enquanto isso, a pergunta que ecoa é direta:
a máquina pública está sendo usada como instrumento de pressão eleitoral?
Se comprovadas, as denúncias não são apenas um escândalo político — são um ataque frontal à liberdade do servidor e ao próprio processo democrático.