Transparência sob pressão: Luana Serrão mira contas da Câmara e acende alerta nos bastidores

Quando o assunto é dinheiro público, não existe “caixa-preta” que resista por muito tempo  pelo menos é o que indica o movimento da vereadora Luana Serrão, que resolveu cutucar onde muita gente prefere manter silêncio: as contas da Câmara Municipal de Macapá.

Em um requerimento direto, sem rodeios, a parlamentar pediu o detalhamento completo das despesas, contratos, estrutura administrativa e execução orçamentária da Casa. Traduzindo: quer abrir o cofre, ligar a luz e ver quem entra, quem sai e para onde o dinheiro está indo.

O pedido não veio no grito  veio amarrado na lei. A vereadora se baseia na Lei de Acesso à Informação, na Constituição Federal e no próprio Regimento Interno da Câmara. Ou seja, não é favor, é obrigação.

E tem mais: o ofício cita dispositivos claros da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno que garantem ao presidente da Casa o dever de adotar medidas para apurar fatos relevantes. Em bom português: não dá pra empurrar com a barriga.

Nos bastidores, o movimento já causa desconforto. Isso porque, quando se pede “tudo”, é porque se desconfia de “alguma coisa”. E, em política, transparência costuma ser discurso bonito… até alguém resolver cobrar de verdade.

Agora, fica a pergunta que ecoa pelos corredores da Câmara:
o que será que aparece quando abrirem essa caixa?

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