Bomba na saúde: preso em Macapá, empresário de esquema bilionário operava com contratos milionários no Amapá

GRAVE: preso em Macapá, empresário ligado a esquema bilionário expõe elo perigoso com contratos no Amapá

A prisão do empresário Roberto Leandro de Carvalho Garcia, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira em Macapá, não é apenas mais uma ação policial. É um alerta vermelho aceso no coração da gestão pública.

Apontado como peça-chave em um esquema bilionário de desvio de recursos em Goiás, Roberto não era um desconhecido do poder público — muito pelo contrário. Tinha atuação direta em estruturas que movimentaram milhões em contratos, inclusive com dinheiro que saiu dos cofres do Amapá.

E é aí que a história deixa de ser distante e passa a incomodar de verdade.


 O rastro do dinheiro público

Segundo investigações da Polícia Federal e da CGU, Roberto Leandro:

  • Atuou como diretor operacional do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH)
  • Permaneceu como sócio da Mediall Brasil (Mittel S/A)

Empresas que, por coincidência ou não, têm ligação direta com contratos milionários no estado.

Os números são robustos — e perturbadores:

  • R$ 117,8 milhões repassados ao IBGH entre 2023 e 2024
  • R$ 69,1 milhões em contrato com a Mediall Brasil em 2025
  • Modalidade: inexigibilidade de licitação

Quando o valor é alto e o processo dispensa concorrência, o mínimo que se espera é transparência máxima. Mas, até agora, o silêncio faz mais barulho que qualquer explicação oficial.


 Conexão perigosa ou coincidência conveniente?

A pergunta que ecoa é simples — e incômoda:

Como empresas ligadas a um investigado por esquema bilionário continuam orbitando contratos públicos?

Mais grave ainda:
quem autorizou, quem fiscalizou e quem vai responder?

Porque não estamos falando de erro burocrático. Estamos falando de dinheiro público na área mais sensível de todas: a saúde.


 O problema não é só a prisão — é o sistema

A prisão em Macapá expõe algo maior do que um nome:

Mostra que o Amapá pode estar inserido, direta ou indiretamente, em uma engrenagem nacional de contratos suspeitos, onde organizações sociais viram atalhos para movimentar milhões sem o devido controle.

E quando o controle falha, o prejuízo não é só financeiro — é humano.


 Perguntas que não vão calar

  • Quem bancou essas contratações?
  • Quais critérios justificaram a inexigibilidade?
  • Houve fiscalização real ou só assinatura de papel?
  • O governo sabia com quem estava lidando?

 Conclusão no estilo Bambam

Não é só sobre um empresário preso.

É sobre um modelo que permite que figuras investigadas continuem operando com dinheiro público como se nada estivesse acontecendo.

Se tem contrato milionário, tem que ter explicação milionária.

E dessa vez, o Amapá não pode aceitar resposta pequena.

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