Gabinete inchado, resultados minguados: afinal, o que fazem os 148 comissionados do governo?
Se estrutura resolvesse crise, o estado já teria virado Suíça. Mas não. Enquanto o governador mantém um pequeno exército de 148 cargos comissionados em seu próprio gabinete, a população segue esperando obras que não saem do papel e serviços básicos que não chegam nem perto de casa.
Os números são do Portal da Transparência portanto, oficiais. Além dos 148 nomeados por confiança política, outras 35 pessoas ocupam cargos efetivos no mesmo gabinete. Somando tudo, a máquina pública desembolsa quase R$ 1 milhão por mês só para manter essa estrutura funcionando… ou fingindo que funciona.
A pergunta que se impõe não é ideológica, e sim prática: todos trabalham? Onde está a produtividade que justifica um custo desses?
Não se trata de demonizar cargos comissionados por princípio. Toda gestão precisa de assessores de confiança para tocar projetos. Mas quando o funcionalismo paralelo cresce enquanto as entregas encolhem, o contribuinte tem o direito e o dever de desconfiar.
Faltam pontes, falta saneamento, falta segurança, falta escola em tempo integral. Mas gabinete lotado não falta. Se há estrutura, que se cobre resultado. Se não há resultado, alguém precisa explicar e rápido por que o erário público segue bancando assessores com salários de peso e produtividade de nada.