JUSTIÇA DÁ RECADO: RANDOLFE PERDE NA TENTATIVA DE CALAR IMPRENSA E BAMBAM NEWS SAI VITORIOSO
O senador Randolfe Rodrigues tentou, mas não conseguiu: a Justiça do Amapá jogou um balde de água fria na tentativa de silenciar o jornalismo independente.
O Juizado Especial Cível Central de Macapá julgou totalmente improcedente a ação movida contra o jornalista Jean Augusto Neves de Melo, do portal Bambam News. Na prática, o Judiciário disse o óbvio que muitos tentam ignorar: informar não é crime.
Randolfe queria arrancar R$ 40 mil do jornalista por danos morais, alegando prejuízo por uma matéria que citava investigação da Controladoria-Geral da União sobre uso de emendas parlamentares. Mas o tiro saiu pela culatra.
A decisão foi clara: não houve ofensa, nem ataque à honra, nem invenção de fatos. O conteúdo publicado apenas trouxe informações de interesse público, baseadas em investigação oficial. Traduzindo: notícia não se processa, se enfrenta com transparência.
E não parou por aí.
A Justiça ainda derrubou a tutela que restringia a publicação ou seja, além de perder, a tentativa de censura foi desmontada. Um recado direto contra o uso do Judiciário como ferramenta de intimidação.
DEFESA FIRME E TESE ACOLHIDA
A defesa do jornalista, conduzida pelo advogado Fabiano Leandro Oliveira, foi cirúrgica: liberdade de expressão, interesse público e respaldo em dados oficiais. Resultado? Vitória completa.
O Judiciário reconheceu que não houve qualquer ato ilícito e afastou qualquer obrigação de indenizar. Em outras palavras: zero fundamento para a ação.
RECADO DADO E EM LETRA MAIÚSCULA
A decisão escancara um ponto que incomoda muita gente em Brasília e nos bastidores locais:
quem exerce mandato público está sujeito ao escrutínio e não pode tentar calar quem noticia fatos.
Mais do que uma derrota judicial, o episódio vira símbolo de algo maior:
tentativa de censura barrada
liberdade de imprensa reafirmada
e um alerta para quem acha que processo substitui argumento
No fim das contas, ficou claro:
quando a informação é baseada em fatos, não há processo que sustente narrativa.