Em vez de enfrentar os problemas que sufocam Macapá, o prefeito interino Pedro Da Lua decidiu fazer o oposto: aliviar a própria agenda. O Decreto nº 2.522/2026 escancara a prioridade da atual gestão — facultar o expediente no dia 2 de abril, enquanto a cidade segue afundada em problemas básicos.
A realidade nas ruas não combina com o conforto do gabinete. Falta merenda nas escolas, a coleta de lixo segue irregular e os buracos tomam conta da capital. Mas, ao invés de mobilizar a máquina pública para dar respostas à população, a decisão foi liberar o expediente e, na prática, parar ainda mais uma gestão que já patina.
O contraste é inevitável. Enquanto a população cobra solução, o interino opta pelo descanso. A cena reforça a marca que muitos já começam a associar ao atual comando: muito discurso e pouca entrega — a velha fórmula do chamado “grupo do atraso”.
Nos bastidores, a avaliação é clara: a cidade pede urgência, mas recebe folga. E no fim dessa conta, quem paga — como sempre — é o cidadão, que segue enfrentando o abandono enquanto a prefeitura desacelera.