DaLua anuncia “gabinete do ódio”, mas PF desmente: denúncia ficou só na conversa

O que era pra ser uma “denúncia bombástica” virou, na prática, mais um capítulo de narrativa inflada que não se sustenta fora das redes sociais.

O prefeito interino de Macapá, Pedro DaLua, junto com sites, blogs e páginas alinhadas ao Governo do Amapá  já conhecidos nos bastidores como o chamado “grupo do atraso”  espalhou que teria levado à Polícia Federal uma denúncia grave sobre um suposto “gabinete do ódio” financiado com recursos da Prefeitura.

Mas a realidade, segundo apuração direta da reportagem, é bem diferente.

Nossa equipe conversou pessoalmente com o delegado Bastos, que aparece na imagem da reunião. E a resposta foi direta, sem rodeios: não existe denúncia formal nenhuma na Polícia Federal.

Segundo o delegado, o encontro teve outro objetivo e não houve qualquer protocolo oficial por parte de DaLua. Ou seja: nada de documento, nada de investigação aberta, nada de papel assinado.

Nos bastidores, o que se desenha é um movimento mais político do que jurídico. Enquanto nas redes sociais a narrativa era de “denúncia formal” e “gabinete do ódio”, na prática tudo ficou no campo da fala  uma denúncia de boca, sem registro, sem prova e sem procedimento.

E o contraste chama atenção.

De um lado, a Prefeitura divulgando que apresentou à Polícia Federal resultados preliminares sobre supostas irregularidades, incluindo até a existência de uma “milícia digital”. Do outro, a própria autoridade policial deixando claro que não há denúncia oficializada.

No fim das contas, fica a pergunta que ecoa nos bastidores de Macapá:

Se é tão grave, por que não formalizou?
 Se tem prova, por que não protocolou?

Porque, até agora, o que existe não é investigação.

É narrativa.

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