Decisão atribuída à gestão interina levanta alerta: praça símbolo da cidade pode ficar vulnerável à criminalidade
Um dos principais cartões-postais de Macapá pode estar prestes a entrar para a lista de espaços abandonados pela segurança pública. A base fixa da Guarda Civil Municipal na Praça do Meio do Mundo, ponto turístico e de convivência de famílias, comerciantes e visitantes, está sendo esvaziada e o motivo, segundo bastidores, seria uma determinação do comando da corporação sob influência direta da atual gestão interina.
A mudança começa a valer a partir de 1º de abril e, na prática, representa o fim da presença contínua da Guarda no local. O efetivo que antes atuava de forma fixa será deslocado para a base da Fazendinha, deixando o espaço dependente apenas de rondas esporádicas de viaturas.
Traduzindo: onde antes havia vigilância permanente, agora haverá ausência intermitente.
E isso, como qualquer cidadão sabe, não é detalhe técnico é convite aberto para a criminalidade.
A lógica é simples: criminosos não agem quando há presença constante de segurança. Eles esperam justamente o intervalo, o vazio, o momento em que não há ninguém. E é exatamente esse cenário que passa a ser criado em um dos pontos mais frequentados da capital, especialmente à noite.
Enquanto isso, comerciantes, frequentadores da academia ao ar livre, usuários do bicicletário e famílias que utilizam o espaço ficam à própria sorte, expostos a furtos, vandalismo e sensação crescente de insegurança.
Nos bastidores, o clima é de indignação. A base da Guarda no Meio do Mundo não era improviso funcionava desde a inauguração da praça, garantindo presença institucional em um dos locais mais simbólicos da cidade.
Agora, a retirada silenciosa levanta questionamentos inevitáveis:
Quem ganha com o enfraquecimento da segurança em um ponto turístico?
Qual o critério para trocar presença fixa por rondas aleatórias?
E por que uma decisão desse impacto não foi oficialmente explicada à população?
As escalas de serviço indicam o remanejamento do efetivo, mas não deixam claro, de forma transparente, o fim da base fixa o que só aumenta a sensação de decisão tomada nos bastidores, longe dos olhos da população.
Na prática, o resultado é um só: menos segurança onde deveria haver mais presença do poder público.
E Macapá já conhece bem esse roteiro.
Começa com “ajuste administrativo”…
Termina com espaço público abandonado.