Pressão no Bailique: governo enquadra servidores e manda recado  “ou tá com o governador, ou vai tirar açaí”

O clima no Bailique virou de pressão escancarada e recado dado sem rodeios. Segundo relatos de moradores recebidos pelo portal, agentes ligados ao governo  incluindo vereador e secretário estariam conduzindo reuniões com servidores e contratados em tom de cobrança política explícita.

A pergunta seria direta, sem maquiagem:
“Quem está com o governador?”

E o complemento viria no mesmo pacote, em tom de ameaça velada:
“Quem não estiver, vai logo aprendendo a tirar açaí.”

Na prática, a mensagem é clara como água barrenta: ou declara apoio, ou corre o risco de perder contrato, cargo ou espaço dentro da máquina pública.

Mas não para por aí.

Os encontros estariam sendo realizados com controle rígido de acesso, incluindo um procedimento que chama atenção:
celulares são recolhidos na entrada
 reuniões acontecem a portas fechadas
aparelhos só são devolvidos ao final

O objetivo, segundo as denúncias, seria evitar qualquer tipo de registro áudio, vídeo ou prova do que está sendo dito lá dentro.

Enquanto isso, do lado de fora, o cenário é de silêncio forçado e medo crescente. Há relatos de pessoas evitando exposição por receio de retaliação, o que só reforça o clima de tensão.

O que deveria ser gestão pública começa a ganhar contornos de campanha antecipada com uso de estrutura e influência política, levantando questionamentos sérios:

Desde quando cargo público virou moeda de fidelidade eleitoral?
Desde quando servidor precisa declarar lado político para continuar trabalhando?
E por que tanto medo de deixar os celulares entrarem?

No fim das contas, o recado que ecoa no Bailique é simples e preocupante:
não basta trabalhar, tem que se alinhar.

 

E quem não se alinhar… já sabe qual é o destino sugerido.

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