PARALISAÇÃO À VISTA: EDUCAÇÃO NO AMAPÁ CHEGA AO LIMITE E GOVERNO SEGUE EM SILÊNCIO
O clima esquentou de vez na educação do Amapá — e não foi por acaso. O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação (SINSEPEAP) convocou uma assembleia geral extraordinária para o dia 30 de março com um recado claro: a paciência acabou.
Na pauta, sem rodeios, o que já vinha sendo desenhado nos bastidores: indicativo de paralisação.
Traduzindo: professores e trabalhadores da educação estão prontos para cruzar os braços diante do que classificam como abandono, falta de valorização e silêncio ensurdecedor do governo do estado.
A convocação não surge do nada. É resultado de um acúmulo de problemas que o governo Clécio Luís vem empurrando com a barriga: perdas salariais históricas, ausência de diálogo e nenhuma resposta concreta às propostas da categoria — incluindo o reajuste reivindicado.
Enquanto isso, os números oficiais mostram que dinheiro não é exatamente o problema. O próprio relatório fiscal indica margem para investimento. Mas, na prática, o servidor segue no vermelho.
A assembleia será realizada na sede campestre do sindicato, e deve reunir uma categoria já desgastada e pronta para dar um basta. A pergunta que ecoa é simples: até quando o governo vai fingir que não é com ele?
Se a paralisação se confirmar, será mais um capítulo de uma crise que o governo insiste em ignorar — mas que já bate forte na porta das escolas.
E quando a educação para, não é só o professor que sofre. É o futuro inteiro que paga a conta.