DaLua dá golpe no próprio grupo e exonera bago de Clécio.

A caneta do prefeito interino Pedro DaLua voltou a agir e desta vez atingiu alguém identificado nos bastidores como próximo do próprio grupo político que hoje controla a Prefeitura de Macapá.

Publicado no dia 24 de março de 2026, o decreto oficializou a exoneração de Raul Clemente Paulo Callins Neto, que ocupava o cargo de Diretor Técnico (CC-04) na EMDESUR. A decisão, embora formalmente administrativa, levanta questionamentos sobre o cenário interno da gestão.

Nos bastidores, a saída não passou despercebida. O agora ex-diretor era visto como alinhado ao grupo político dominante, o que reforça a leitura de que o clima dentro da administração pode estar longe de ser estável. Quando até nomes considerados próximos começam a cair, o recado é claro: ninguém parece ter cadeira garantida.

O decreto ainda chama atenção por estabelecer efeitos retroativos a 6 de março, prática comum, mas que também costuma ser utilizada para ajustar decisões já tomadas internamente antes da oficialização pública.

Sem explicações detalhadas sobre os motivos da exoneração, a Prefeitura mantém o silêncio — o que abre espaço para especulações e aumenta a pressão por transparência.

Nos corredores políticos, a leitura é uma só: a gestão interina segue marcada por movimentos duros, inclusive dentro da própria base. E quando a “tesoura” começa a cortar para todos os lados, o discurso de unidade começa a perder força.

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