O que já era cochicho nos bastidores virou manchete nacional e com endereço certo: Davi Alcolumbre.
Em coluna publicada no portal Metrópoles, o jornalista Mario Sabino jogou gasolina no incêndio e cravou, sem anestesia: Alcolumbre seria “o pior presidente do Senado da história do Brasil”. Não é adversário político dizendo. É imprensa nacional colocando o dedo na ferida e com força.
A frase não nasce do nada. Ela sintetiza um clima que há tempos contamina Brasília: um Senado travado, decisões concentradas, articulações feitas a portas fechadas e uma liderança cada vez mais questionada até por aliados.
Nos corredores, o que se ouve é ainda mais duro do que o que se publica. Parlamentares reclamam de isolamento, dificuldade de acesso e um comando que, segundo críticos, atua mais como operador político do que como chefe de Poder.
E quando até liderança governista diz que não consegue diálogo direto com quem comanda o Senado, o recado é claro: não é só oposição que está incomodada — o problema virou institucional.
Mesmo assim, Alcolumbre segue firme no cargo, sustentado por uma base sólida dentro da Casa. Mas fora dela, a narrativa começa a ruir.
A crítica nacional escancara um ponto sensível:
ter voto dentro do Senado não significa ter legitimidade fora dele.
E é aí que mora o risco.
Porque quando a imagem de quem preside o Senado passa a ser associada a travamento, concentração de poder e articulação opaca, o desgaste deixa de ser pessoal — e passa a contaminar a própria instituição.
No fim, fica a pergunta que ninguém em Brasília quer responder em voz alta:
Alcolumbre ainda manda no Senado… ou virou refém do próprio estilo de poder?
Porque uma coisa é certa:
quando a crítica sai do bastidor e vira manchete nacional, o jogo mudou — e o desgaste deixou de ser controlável.