Imagens íntimas: Alcolumbre perde a paciência com vazamento

O que era para ser uma investigação séria sobre um rombo bilionário no INSS virou um espetáculo constrangedor em Brasília.

A informação foi revelada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

A CPMI, que deveria mirar fraudes contra aposentados, acabou no centro de um escândalo após o vazamento de conteúdos íntimos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens privadas, fotos e material sem qualquer relação com o caso passaram a circular  e rapidamente viraram munição política e chacota pública.

Foi aí que Davi Alcolumbre perdeu a paciência.

Nos bastidores, o presidente do Senado classificou o episódio como uma quebra grave de responsabilidade. Para ele, a comissão ultrapassou todos os limites ao permitir que dados sensíveis vazassem, expondo não apenas o investigado, mas também a própria credibilidade do Congresso.

E não é só questão moral  é institucional.

O Supremo Tribunal Federal já entrou no caso e determinou investigação sobre o vazamento, além de restringir o acesso aos dados. Traduzindo: alguém abriu a porta do cofre e agora ninguém quer assumir a chave.

Enquanto isso, a pergunta que fica é incômoda:

quem está investigando quem?

Porque, no ritmo atual, a CPMI do INSS ao explorar a vida privada de investigados também pode esclarecer escândalos financeiros do país.

No fim das contas, o prejuízo não é só político.

É de credibilidade.

E essa, quando vaza, não tem como recuperar.

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