DaLua entrega o jogo: ataques à MacapáPrev e à CTMAC teriam ordem direta do governador Clécio

DaLua admite articulação, amplia ofensiva com CPIs e ainda entrega comando da previdência a nome ligada ao caso dos R$ 400 milhões

Nos bastidores da política amapaense, o que era suspeita começa a ganhar forma de roteiro e dos mais conhecidos: o da velha política.

Um áudio atribuído ao prefeito interino Pedro DaLua joga luz sobre o que muitos já desconfiavam. Segundo ele próprio, o governador Clécio Luís teria dado a ordem para atacar a MacapáPrev, estrutura estratégica da gestão do prefeito afastado Dr. Furlan.

Mas DaLua não parou por aí.

Em vez de apresentar qualquer investigação sólida, resolveu ampliar o espetáculo: colocou também a CTMAC na mira, anunciando duas CPIs de uma só vez. Para aliados, é “fiscalização”. Para quem acompanha de perto, o cheiro é outro — armação política com roteiro pronto.

E o enredo fica ainda mais indigesto.

No meio desse suposto “combate à irregularidade”, DaLua nomeia Lucélia Quaresma para comandar justamente a MacapáPrev. O detalhe? Ela vem da Amprev  a mesma envolvida na polêmica dos R$ 400 milhões aplicados no Banco Master, caso que até hoje levanta suspeitas e investigações.

Ou seja:
 ataca de um lado
nomeia do outro alguém ligado ao escândalo
e chama isso de moralização

Coincidência?

Difícil acreditar.

Nos bastidores, a leitura é clara: não se trata de investigação, mas de estratégia política cuidadosamente combinada, envolvendo nomes de peso como Clécio Luís e o senador Davi Alcolumbre.

A fórmula é conhecida: cria-se a crise, aponta-se o alvo e tenta-se controlar a narrativa.

Mas o problema é que, dessa vez, o roteiro vazou.

E quando o próprio protagonista admite, em áudio, que recebeu ordem para agir… fica cada vez mais difícil sustentar o discurso de “gestão técnica”.

No fim das contas, o que deveria ser transparência vira encenação 
e o que deveria ser investigação começa a parecer apenas mais um capítulo da velha política que insiste em sobreviver no Amapá.

Casos de “Tramas” ou “Conspirações” Políticas

Recentemente, investigações de órgãos como a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) utilizaram o enquadramento de “organização criminosa” para descrever grupos que supostamente planejaram atos para desestabilizar oponentes ou o próprio Estado Democrático de Direito

Postagens relacionadas

Canetas emagrecedoras estão associadas a altas taxas de perda muscular, diz novo estudo

Bolsa Família cresce e governo já gasta mais de R$ 13 bilhões por mês

Médico informa ao STF necessidade de nova cirurgia e detalha quadro de Bolsonaro