O roteiro é velho, mas a queda foi barulhenta.
O governador do Amapá, Clécio Luís, acabou enquadrado pela própria estratégia de marketing político. A campanha “Eu visto a camisa do Amapá”, que deveria vender gestão, acabou vendendo problema e dos grandes.
A origem da bomba vem de uma articulação que começou fora do governo: o partido Cidadania, por meio do presidente Diego Santos, colocou o dedo na ferida e levou a denúncia ao campo jurídico. Com atuação do advogado Fabiano Leandro Oliveira, o caso ganhou corpo — e munição.
Quem entrou em campo depois foi o Ministério Público Eleitoral. E aí não teve mais volta.
O MP pegou a denúncia, organizou o material e transformou em ação. Resultado? O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá reconheceu o que já era comentado nos bastidores: a campanha institucional passou do ponto e virou, na prática, propaganda eleitoral antecipada.
Traduzindo: dinheiro público ajudando a turbinar imagem pessoal.
Ao longo de 2025, a tal campanha não ficou só no discurso institucional. Teve evento, mobilização, material publicitário e uma narrativa cuidadosamente construída para gerar identificação política com o gestor. Para a Justiça, não foi coincidência — foi estratégia.
E estratégia com endereço certo: eleição.
Nos bastidores, a leitura é ainda mais dura. O que era pra ser comunicação de governo virou vitrine eleitoral disfarçada. E o que era pra fortalecer a imagem acabou abrindo espaço para condenação.
Clécio tentou vestir a camisa do Amapá…
mas, no fim, foi a própria Justiça que vestiu o uniforme da lei.
E apitou. 🚨