TROCA DE PEÇAS OU REPETIÇÃO DO MESMO JOGO?
A nomeação de Lucélia Quaresma para a direção da MacapáPrev acendeu o alerta máximo nos bastidores da política amapaense. Ex-diretora financeira da Amapá Previdência (Amprev), ela esteve no centro do período em que cerca de R$ 400 milhões foram parar no já conhecido caso do Banco Master — episódio que até hoje levanta suspeitas, investigações e muitas perguntas sem resposta.
Agora, sob a caneta do prefeito interino Pedro Dalua, Lucélia reaparece em um cargo estratégico, justamente em outro órgão previdenciário. E a pergunta que ecoa nas ruas e nos corredores é direta: é gestão técnica ou reciclagem de figuras envolvidas em um dos maiores escândalos recentes do estado?
A decisão de Dalua soa, no mínimo, temerária. Em vez de blindar a previdência municipal com nomes técnicos e incontestáveis, opta por alguém ligado a um capítulo ainda nebuloso da administração pública do Amapá. Para muitos, é como colocar o queijo nas mãos do rato e esperar que ele faça vigilância.
Enquanto isso, servidores e contribuintes assistem apreensivos. Afinal, estamos falando de recursos que garantem aposentadorias, pensões e o futuro de milhares de famílias.
No fim das contas, a nomeação não é apenas política — é simbólica. E o símbolo que fica é perigoso: no Amapá, parece que os mesmos nomes continuam circulando, mesmo quando o histórico recomenda o contrário.