DaLua assume Prefeitura e transforma Macapá em campo de guerra política, crise administrativa e ataque à imprensa

A chegada de Pedro DaLua ao comando interino da Prefeitura de Macapá, em março de 2026, não trouxe estabilidade trouxe turbulência.

Em poucos dias, a gestão virou um verdadeiro roteiro de crise, com direito a denúncias graves, episódios suspeitos e um confronto direto com a imprensa local.

Logo nos primeiros movimentos, o cenário já dava sinais de descontrole. A invasão à sede da MacapáPrev, com roubo de computadores e processos, acendeu o alerta máximo. Nos bastidores, a suspeita que ecoa é pesada: possível “queima de arquivo”. Coincidência ou não, relatos de desaparecimento de arquivos digitais da prefeitura começaram a surgir quase no mesmo período. Informação sumindo, sistema falhando e silêncio oficial combinação que, no mínimo, exige explicação.

E aí surge a pergunta que ninguém quer responder: estamos diante de uma sequência de falhas ou de algo articulado dentro da própria estrutura que hoje comanda a prefeitura?

Porque, quando tudo some ao mesmo tempo, deixa de parecer acaso e passa a exigir explicações urgentes.

Tentando inverter a narrativa, DaLua apresentou à Polícia Federal um relatório denunciando a existência de um suposto “gabinete do ódio” financiado com dinheiro público para atacar sua administração. Mas, até agora, o que se tem são acusações de um lado e uma cidade inteira cobrando respostas do outro.

Se a crise administrativa já era suficiente, o prefeito interino decidiu comprar outra briga: com a imprensa. Em coletiva oficial, chamou comunicadores de “vagabundos”, atacando blogs, portais e influenciadores que, goste ou não, fazem parte do ecossistema de informação da cidade. O episódio não ficou barato. Veio denúncia por injúria e difamação inclusive com registro formal feito pelo Portal Bambam News.

E não para por aí. O histórico de DaLua também entra no radar. Investigado pela Polícia Federal na Operação Maquilagem, já enfrentou denúncias no Ministério Público por supostas ameaças a parlamentar e teve pedido de cassação pela Procuradoria-Geral da República. Um currículo que, no mínimo, levanta questionamentos sobre o perfil de quem hoje ocupa a cadeira mais importante do município  mesmo que de forma interina.

No fim das contas, Macapá vive hoje um cenário onde sobram acusações e faltam respostas. A gestão interina que deveria organizar a casa parece mais preocupada em brigar, reagir e justificar.

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