A mesa de negociação da campanha salarial dos profissionais da Educação em Macapá começou cercada de polêmica e revolta entre servidores. Nesta terça-feira, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Estado do Amapá (SINSEPEAP), Kátia Cilene, foi impedida de participar da reunião realizada na Prefeitura de Macapá, justamente no momento em que a categoria discute reajuste salarial e condições de trabalho.
O episódio causou indignação entre educadores, já que Kátia Cilene é a representante legitimamente eleita do maior sindicato da Educação no estado. Mesmo assim, a dirigente sindical foi barrada de participar da mesa de negociação com o poder público municipal.
Enquanto a presidente do sindicato ficava do lado de fora, a prefeitura autorizou a presença do professor Ruan Lincoln, que se apresenta como representante sindical, mas não possui mandato classista reconhecido dentro da entidade.
Para muitos servidores, a cena resume bem o cenário atual da negociação: o poste mijando no cachorro dentro do maior sindicato da Educação do Amapá.
Nos bastidores, professores avaliam que a decisão da gestão municipal enfraquece o diálogo institucional com a categoria e cria um precedente perigoso nas relações entre o poder público e as entidades representativas dos trabalhadores.
O episódio também levanta questionamentos sobre a postura do prefeito em exercício de Macapá, que já começa sua gestão demonstrando, segundo críticos, pouca disposição para dialogar com a principal entidade sindical da Educação no estado.
Enquanto isso, milhares de profissionais da rede municipal aguardam respostas concretas sobre a campanha salarial — e agora também querem explicações sobre quem, de fato, a prefeitura reconhece como representante legítimo da categoria.