A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta no estado do Amapá, com o objetivo de apurar irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual.

Operação da Polícia Federal investiga aportes de R$ 400 milhões na previdência do Amapá

Na manhã desta sexta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta no estado do Amapá, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual. A ação foi autorizada pela Justiça Federal do Amapá e mira aplicações financeiras que somam aproximadamente R$ 400 milhões, administradas pela Amapá Previdência (Amprev).

A investigação concentra-se na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/AP) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master S.A. e, posteriormente, pelo Banco de Brasília (BRB). Segundo a Polícia Federal, há indícios da prática de crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta.

O foco principal da apuração está nas decisões tomadas pelo Comitê de Investimentos da Amprev (CIAP) e pela Diretoria Executiva do órgão. Conforme os investigadores, em menos de vinte dias foram aprovadas e executadas três aplicações concentradas em Letras Financeiras do Banco Master, totalizando cerca de R$ 400 milhões. As deliberações ocorreram em reuniões realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024.

A operação também ocorre em um contexto de forte repercussão política, uma vez que o Amapá é reduto eleitoral do senador Davi Alcolumbre. Além disso, circulam imagens que associam o governador Clécio Luís e o ex-diretor Jocildo Silva Lemos ao caso, embora, até o momento, não haja divulgação oficial de responsabilização individual.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas para esclarecer a legalidade das operações, identificar eventuais responsáveis e mensurar possíveis danos aos cofres da previdência estadual.

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