Nomeação no IPEM-AP afronta princípios da moralidade pública

Nomeação no IPEM-AP afronta princípios da moralidade pública

A situação no Instituto de Pesos e Medidas do Amapá (IPEM-AP) se agrava a cada dia. A gestão de Samuel Sales vem acumulando denúncias e decisões controversas que colocam em xeque a moralidade administrativa e a imparcialidade do órgão.

A mais recente delas é a nomeação de um empresário ligado diretamente a postos de combustíveis para exercer cargo de confiança dentro da instituição — justamente em um setor que tem como missão fiscalizar esses mesmos estabelecimentos.

A decisão, além de imoral, contraria os princípios da impessoalidade e da moralidade pública, pilares fundamentais da administração. O IPEM-AP é responsável pela fiscalização de bombas de combustíveis e pela garantia de que o consumidor não seja lesado, mas, com essa nomeação, a credibilidade do órgão fica comprometida.

Como esperar que as denúncias contra possíveis irregularidades em postos sejam apuradas com rigor, se o próprio ouvidor tem interesses diretos no setor fiscalizado? Essa nomeação é um claro conflito de interesses e reforça a percepção de que o IPEM-AP se transformou em um espaço de favorecimento pessoal e político.

Enquanto isso, servidores relatam clima de assédio moral, perseguição e censura a quem tenta questionar os rumos da gestão. O caso merece a atenção dos órgãos de controle e do Ministério Público, pois o que está em jogo é a confiança da população em uma instituição que deveria zelar pela transparência e justiça nas relações de consumo.

No IPEM-AP de hoje, parece que quem fiscaliza está sendo fiscalizado — e quem deveria ser fiscalizado, está mandando.

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