Por Bambam News – análise e opinião sem maquiagem política
A mais nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas expôs o que já se comentava nos bastidores da política amapaense: o senador Randolfe Rodrigues enfrenta a pior crise de popularidade de sua carreira. Com apenas 38,6% das intenções de voto, o autoproclamado “porta-voz do Amapá em Brasília” agora amarga o terceiro lugar na disputa ao Senado e vê de longe o avanço de nomes locais que entenderam melhor o sentimento das ruas.
Enquanto Rayssa Furlan (MDB), primeira-dama de Macapá, lidera com folga com 60,9%, e Lucas Barreto (PSD) aparece sólido com 45,1%, Randolfe parece ter perdido o fio da conexão com o eleitor amapaense. Sua imagem de defensor das causas populares se dissolveu entre alianças políticas duvidosas, discursos vazios e uma atuação nacional que deixou o Amapá em segundo plano.
A rejeição crescente é reflexo de uma percepção generalizada: Randolfe virou político de vitrine, não de território. Entre reuniões palacianas, selfies com ministros e discursos inflamados em comissões, o senador esqueceu de pisar no chão de Santana, Mazagão, Laranjal, Oiapoque e Macapá onde o povo sente, de verdade, o peso da falta de representatividade.
Com a eleição de 2026 se aproximando e duas vagas abertas ao Senado, o resultado da pesquisa é mais que um alerta: é um recado claro de que o eleitor do Amapá quer renovação de verdade, e não o mesmo discurso reciclado de quem se diz progressista, mas age conforme a conveniência do poder.
Randolfe, que um dia foi símbolo de resistência e voz independente, hoje parece prisioneiro do próprio personagem e talvez tenha esquecido que mandato não é herança, é conquista.