O GRANDE ENGANO ENERGÉTICO: Comunidade na Amazônia é ILUDIDA com “falsa modernidade” solar e tem o “Linhão” CORTADO, mergulhando moradores no caos e na revolta
Promessa de energia limpa vira pesadelo: com apenas 3 tomadas e proibição de usar eletrodomésticos à noite, população exige o retorno urgente da rede elétrica tradicional. “Nos trocaram o certo pelo duvidoso!”, acusam.
BAILIQUE/AP – Uma onda de indignação e frustração tomou conta da comunidade do Carneiro, no arquipélago do Bailique, após a CEA Equatorial cometer o que os moradores chamam de “um dos maiores enganos da história local”: a promessa de uma modernidade solar que não funciona, seguida do corte brutal do “Linhão” – a rede elétrica estável e potente que sustentava a vida na região. A troca, anunciada como um avanço, se revelou um retrocesso catastrófico, gerando prejuízos, revolta e um protesto unânime que ecoa pelas margens do rio.
A ação da empresa nesta quarta-feira, 15/10, foi drástica. Enquanto desativava os cabos do antigo sistema, deixou para trás um sistema de placas solares com capacidade tão ínfima que beira o absurdo. De acordo com relatos colhidos durante um protesto realizado na noite de quarta-feira os moradores fazem questionamentos ”como viver sem geladeira, freezer ou até mesmo um ventilador em pleno verão Amazônico ”
O GRITO DA REVOLTA: “QUEREMOS O LINHÃO DE VOLTA!”
O desespero tomou conta dos moradores. “A gente precisa da energia do Linhão, e vocês tiraram! Agora a gente não pode usar geladeira, freezer, nem ar-condicionado. Como é que fica? Queremos os fios de volta!”, desabafou uma moradora, em vídeo que viralizou nos grupos de WhatsApp da região, sob aplausos fervorosos da multidão. O coro que se formou não deixa dúvidas: “Queremos o linhão de volta!”.
A situação é tão crítica que o prejuízo material já começou a aparecer. Com a impossibilidade de usar eletrodomésticos de médio e grande porte, comerciantes e famílias são forçados a se desfazer de seus bens a preços aviltados, vendendo geladeiras, freezers e televisores por uma fração do valor, em um verdadeiro “leilão do desespero”.
A FALSA MODERNIDADE: Três tomadas e o silêncio da noite
O sistema solar, vendido como a solução definitiva, mostrou sua face cruel: limita cada residência a apenas três pontos de energia e impõe um “toque de recolher energético”. A noite, que deveria ser um momento de descanso e conforto, tornou-se um período de restrição e impotência, com as baterias do novo sistema sendo guardadas a sete chaves, enquanto os alimentos estragam e o calor se torna insuportável.
A população se sente traída. Trocaram uma rede robusta, que permitia o desenvolvimento e o conforto mínimo, por um sistema frágil e limitante. A energia do “Linhão” era sinônimo de progresso; as placas solares, nesta configuração precária, tornaram-se símbolo de um retrocesso inaceitável.
A CEA Equatorial, até o momento, não se pronunciou sobre o protesto e as graves acusações. Enquanto isso, o povo ribeirinho, iludido por uma promessa vazia de sustentabilidade, clama nas redes sociais e nas ruas pelo retorno do que sempre funcionou: os fios do “Linhão” que carregavam não apenas energia, mas a própria vida da comunidade.