Amapá, a Herança Maldita de Waldez e Alcolumbre, Afunda e é o Pior Estado do Brasil em Competitividade

 O Amapá não apenas é o último colocado no Ranking de Competitividade dos Estados de 2025. O estado vive a consolidação de um projeto de poder que privilegia a perpetuação de grupos políticos em detrimento do desenvolvimento e do bem-estar da população. O vexame nacional, divulgado esta semana pelo Centro de Liderança Pública (CLP), tem nome e sobrenome: é a herança mal administrada de Waldez Góes e Davi Alcolumbre, agora nas mãos do afilhado político Clécio Luís (Solidariedade).

O estado despencou novamente para o último lugar, confirmando que a troca de gestores não significou uma ruptura com o atraso. Pelo contrário, aprofundou-o.

A Engrenagem do Atraso

A raiz do problema é antiga. Waldez Góes (PDT), hoje ministro de Lula na Integração Nacional, foi o arquiteto da decadência. Ao assumir o estado , o Amapá ocupava a 16ª posição no ranking. Sob sua gestão, iniciou-se uma queda livre que terminou com o estado na 27ª e última colocação em 2022. A “recompensa” de Waldez por esse desastre gerencial? Uma cadeia de ministério no governo federal.

Quem pavimentou a trajetória de Waldez e agora patrocina seu sucessor é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A política do “toma lá, dá cá” e da indicação de afilhados mostrou-se eficaz para a sobrevivência do grupo, mas letal para o Amapá. Clécio Luís chegou ao governo com o aval de Alcolumbre e do líder do governo Lula no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), em uma convergência que uniu de conservadores a ex-militantes de esquerda em nome do controle do poder.

O resultado prático dessa aliança é o que o relatório do CLP evidencia: um estado falido em seus pilares fundamentais.

Retrato de um Colapso Anunciado

Os números são um veredito brutal. O Amapá apresentou piora relativa em cinco dos doze pilares avaliados, um feito negativamente notável. Caiu oito posições em Potencial de Mercado e sete em Inovação, sinalizando um ambiente hostil para negócios e totalmente desconectado da economia do século XXI. A queda de quatro posições em Capital Humano e três em Infraestrutura revela o descaso com o cidadão, condenado à falta de oportunidades e a serviços públicos precários.

O mais grave: o estado é o último colocado em Eficiência da Máquina Pública e em Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Isso não indica simplesmente má gestão, mas uma potencial incapacidade de gestão ou, na pior das hipóteses, uma opacidade que favorece as más práticas. É a prova de que a administração pública amapaense não funciona para o povo, mas possivelmente para interesses outros.

A penúltima colocação em Educação é a sentença de um futuro sombrio para a nova geração. O único destaque relativo, uma 12ª posição em Sustentabilidade Ambiental, soa como uma ironia cruel: o estado preserva seu ambiente natural, mas condena sua população ao subdesenvolvimento.

A Bancada da Vergonha

Enquanto o Amapá afunda, sua representação no poder central parece focada em tudo, menos em reverter esse quadro. Davi Alcolumbre, uma das figuras mais poderosas do Congresso, e Randolfe Rodrigues, braço direito de Lula no Senado, foram peças-chave na eleição de Clécio. A pergunta que fica é: o que fizeram, de fato, para alavancar o desenvolvimento de sua base eleitoral?

Os dados do CLP respondem: nada que tenha surtido efeito. A competição por cargos e recursos parece ter se sobreposto à obrigação de construir políticas de estado.

O Amapá se tornou o espelho de um modelo político que precisa do atraso para se perpetuar. Enquanto a máquina pública for ineficiente, a educação precária e a infraestrutura inexistente, a população permanecerá refém de promessas vazias e da política do favor. O ranking não é apenas um número; é o retrato de um estado abandonado por suas próprias lideranças, um caso grave de negligência administrada que deveria ser tratado como prioridade nacional – mas, pelo andar da carruagem, continuará sendo a herança maldita do povo amapaense.

Postagens relacionadas

Canetas emagrecedoras estão associadas a altas taxas de perda muscular, diz novo estudo

Bolsa Família cresce e governo já gasta mais de R$ 13 bilhões por mês

Médico informa ao STF necessidade de nova cirurgia e detalha quadro de Bolsonaro