Comunidade do Bailique denuncia retirada de cuidadora da Escola Bosque e cobra sensibilidade do Governo

Comunidade do Bailique denuncia retirada de cuidadora da Escola Bosque e cobra sensibilidade do Governo

Pais e moradores do arquipélago do Bailique fazem um apelo urgente ao governador Clécio Luís e à Secretaria de Educação do Estado (Seed) após uma decisão administrativa na Escola Bosque.

No dia 10 de agosto, com a nomeação do novo diretor João Carlos Fonseca, uma das primeiras medidas adotadas foi retirar a cuidadora Flávia Nascimento de suas funções em sala de aula, deslocando-a para a secretaria da unidade. A decisão resultou em consequências graves: a aluna especial Francilene, que dependia do acompanhamento da profissional, foi orientada a permanecer em casa até a contratação de uma nova cuidadora – processo que não tem previsão para acontecer.

A situação gerou revolta entre os pais, que classificam a decisão como um retrocesso na garantia de direitos das crianças com deficiência.

“Quem tem filho especial sabe a importância de um cuidador dentro da sala de aula. É um absurdo o que está acontecendo. Estão negando o direito à educação inclusiva da nossa filha”, relatou uma moradora que preferiu não se identificar.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque a cuidadora afastada, Flávia Nascimento, é sobrinha de Aldair Lopes, representante do Governo do Estado no Bailique. Segundo a comunidade, mesmo estando em período probatório, ela não poderia ter sido retirada da função essencial para a inclusão da aluna.

Pais e moradores pedem que o governador Clécio Luís reveja a situação e determine o retorno imediato da cuidadora para a sala de aula.

“Diretor João Carlos não se importou com a sensibilidade da aluna Francilene. Queremos que o governador se sensibilize e garanta o direito da criança à educação. Não podemos aceitar que uma estudante especial fique fora da escola por falta de cuidadora”, desabafou outra moradora.

O apelo da comunidade é para que o governo assegure o direito fundamental à educação inclusiva e evite que decisões administrativas prejudiquem diretamente alunos que mais necessitam de atenção e cuidado.

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