União por Moradia Popular discute Conferência das Cidades no Amapá
Encontro preparatório reuniu movimentos sociais e entidades para debater políticas públicas urbanas e participação social
Neste sábado (16), representantes da União Nacional por Moradia Popular, membros da FACOMM e GOAP e movimentos populares se reuniram em Macapá para tratar da 7ª Conferência Estadual das Cidades do Amapá. O evento, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades, acontecerá nos dias 21 e 22 de agosto, no auditório do SEBRAE Amapá.
Os movimentos sociais, que historicamente puxam a pauta da participação popular, cobram que o espaço não se resuma a um ritual burocrático. Querem garantias de que as propostas levantadas nas conferências municipais e livres — que já ocorrem nos 16 municípios — sejam de fato incorporadas nas políticas do Estado.
Outro ponto de cobrança é a efetividade: os delegados que serão escolhidos na etapa estadual terão voz na conferência nacional, mas a grande questão é se as vozes das comunidades serão realmente ouvidas pelo poder público local.
A retomada da conferência é positiva, mas chega com atraso. Agora, o maior desafio é transformar debates em ações concretas que impactem o dia a dia da população e não apenas alimentem relatórios que ficam nas gavetas do governo.
A conferência tem como objetivo discutir e formular políticas públicas urbanas, reconhecendo as dinâmicas e necessidades dos municípios como base para orientar investimentos e estratégias de desenvolvimento. Entre os temas centrais, estão a equidade de gênero, a participação social e o enfrentamento da emergência climática.
Após 11 anos, a retomada das conferências reforça a importância da mobilização popular e do diálogo com a sociedade civil. Antes da etapa estadual, conferências municipais e livres estão sendo realizadas nos 16 municípios do estado, para levantar propostas e encaminhamentos sobre os desafios urbanos locais.
Durante a conferência estadual, serão escolhidos delegados que representarão o Amapá na etapa nacional. As atividades ocorrerão das 8h às 18h, com mesas de debates, grupos de trabalho e apresentações voltadas à construção de cidades mais inclusivas, sustentáveis e justas.