O recente anúncio de que a Prefeitura de Macapá, sob gestão de Antônio Furlan (Cidadania), busca autorização para um terceiro empréstimo, desta vez de R$ 200 milhões, reacendeu o debate sobre o endividamento público.
Parte dos críticos aponta que o valor, apesar de expressivo, é pequeno quando comparado às operações de crédito já contraídas pelo governo do Estado. O governador Clécio Luís (Solidariedade) obteve, com aval da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), autorização para contratar um empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao Banco do Brasil.
O recurso, segundo o governo, seria destinado a obras de infraestrutura, mas, até o momento, nenhuma grande entrega foi registrada. Além disso, em 2023, Clécio já havia contratado outro empréstimo, no valor de US$ 30 milhões (cerca de R$ 150 milhões à época), aprovado pelo Senado Federal e firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a promessa de aplicar os recursos em um projeto de modernização fiscal do estado.
Combinados, os valores superam com folga o montante que a prefeitura de Macapá tenta obter, levantando questionamentos sobre a real capacidade de aplicação dos recursos e a transparência na execução das obras prometidas.