Depois de cobranças abusivas e cortes injustificados, CEA Equatorial tenta mostrar lado “boazinha” mas CSA Saneamento segue quebrando asfalto de Macapá

Depois de cobranças abusivas e cortes injustificados, CEA Equatorial tenta mostrar lado “boazinha” — mas CEA Saneamento segue quebrando asfalto de Macapá
Inauguração da Casa Prospera no bairro Infraero oferece cursos e consultorias para empreendedores, mas população não esquece histórico de aumentos sem justificativa e interrupções de serviços

Após anos de reclamações por parte dos consumidores que incluem aumentos sem explicação, cortes de energia considerados abusivos e um atendimento frequentemente alvo de críticas a CEA Equatorial resolveu investir em uma imagem mais positiva. Enquanto isso, a CEA Saneamento, também do mesmo grupo, continua gerando insatisfação ao cortar o asfalto das ruas de Macapá em obras que nem sempre têm reparo imediato.

Nesta semana, o bairro Infraero, na zona norte da capital amapaense, recebeu a Casa Prospera, projeto do Instituto Equatorial em parceria com o Instituto BR, apoiado pelo Grupo Equatorial Energia e pela própria CEA Equatorial. A unidade, localizada no Ramal Fé em Deus, nº 680, próximo ao Residencial Macapaba, promete atender gratuitamente mais de 400 empreendedores com cursos, palestras, consultorias e acompanhamento técnico.

O conteúdo vai de gestão financeira e marketing digital até inovação, planejamento de negócios e capacitação profissional em parceria com instituições como Senai e Sebrae. Segundo o presidente do Grupo Equatorial, Augusto Dantas, o objetivo é “garantir que essas pessoas saiam daqui com conhecimento e certificação”, destacando cursos como precificação de produtos, manipulação de alimentos e oratória.

Apesar da boa iniciativa, muitos moradores lembram que a “boa ação” não apaga os problemas recorrentes de fornecimento de energia e infraestrutura urbana associados às empresas do grupo. Para parte da população, o desafio da Equatorial não está apenas em oferecer projetos sociais, mas também em corrigir as falhas que afetam o dia a dia de milhares de amapaenses.

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