PF mira DNIT em 11 operações desde 2018

O Amapá, estado de Alcolumbre, tem sido alvo recorrente dessas ações policiais. Na terça-feira (22), o chefe do órgão no estado, Marcello Vieira Linhares, que é ligado a Alcolumbre, foi afastado por dez dias do cargo pela Justiça Federal.

Alcolumbre não é investigado e, até o momento, não há registro de participação dele nas suspeitas. A operação, que se chamou Route 156, apura suspeitas de direcionamento de concorrências públicas e desvios na rodovia federal com o mesmo número.

A PF diz suspeitar que a organização que fazia os desvios no Dnit era comandada por Marcello, que atuava em conluio com empresários. Um desses empresários seria Breno Barbosa Chaves Pinto, segundo suplente de Alcolumbre.

Breno, diz a PF, “se utilizava de sua proximidade com o senador para, a pretexto de influir em atos de agente público, obter vantagens indevidas”.

Relatórios de inteligência financeira apontam que uma empresa de Breno fez saques em espécie no valor de R$ 2,3 milhões, o que os investigadores consideram “forte indício de ocultação da destinação final dos recursos e de lavagem de ativos”.

Após a ação policial, Alcolumbre afirmou em comunicado que “não possui qualquer relação com as empresas citadas na operação” e nem com a atuação empresarial de seu segundo suplente.

“Alcolumbre reitera seu respeito às instituições e entende que todos os envolvidos devem prestar os devidos esclarecimentos à Justiça, respeitado o devido processo legal.”

Também procurado, Breno disse que agora teve acesso ao inquérito e que está “tomando ciência das questões citadas para poder se manifestar”. A reportagem não conseguiu localizar Marcello ou sua defesa.

Em nota, o Dnit afirmou que “está fortemente comprometido em manter altos padrões de integridade e atua constantemente para prevenir, remediar e sanar casos de fraude e corrupção”.

“Em muitos casos, o próprio Dnit detecta indícios de irregularidades e prontamente encaminha essas situações para os órgãos competentes, como CGU, TCU (Tribunal de Contas da União) e Ministério Público, como foi o caso da recente operação denominada ‘Route 156′”, diz o órgão.

O órgão também afirma que os próprios servidores podem fazer esse tipo de denúncia e que, embora o órgão tenha competências limitadas para apuração direta, “colabora estreitamente com controle interno e externo para assegurar a eficácia das investigações”.

A nota afirma ainda que existe uma política antifraude, anticorrupção e de prevenção de conflitos de interesses no Dnit, que faz parte de uma iniciativa anticorrupção do TCU e de redes de controle de gestão pública do Brasil.

“A autarquia também mantém práticas de transparência em suas operações, garantindo que as informações sejam acessíveis e compreensíveis ao público, permitindo o amplo controle social, que é um pilar da boa governança.”

Operações sobre o Dnit desde 2018

Amapá

  • Route 156
  • Pedágio
  • Candidus

    créditos-  https://iclnoticias.com.br/operacoes-sobre-desvios-milionarios-multiplicam/

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