Primos de Davi Alcolumbre, Alberto e André, são ligados a saque suspeito de R$ 3 milhões no Amapá

Milhões em espécie, primos poderosos e carro fantasma: o rastro do dinheiro vivo no Amapá

Empresário sacou R$ 3 milhões das contas de empresas sem justificativa; veículo ligado aos primos de Davi Alcolumbre foi usado para transportar R$ 350 mil até sede da LB Construções. Investigação aponta esquema suspeito com fachada empresarial e saques em dinheiro vivo.

Uma investigação em andamento revelou movimentações milionárias em espécie ligadas ao empresário Chaves Pinto, que sacou ao menos R$ 3 milhões diretamente das contas de empresas, sem qualquer causa aparente. O caso expõe uma teia de relações que envolve nomes de peso no Amapá, empresas com contratos públicos e veículos usados em operações financeiras suspeitas.

No dia 7 de novembro de 2024, um saque de R$ 350 mil chamou a atenção dos investigadores. O montante foi retirado em uma agência bancária de Santana (AP) e transportado até a sede da LB Construções em um Jeep Compass registrado em nome da empresa Loja 2A — pertencente, segundo o UOL, a Alberto e André, primos do senador Davi Alcolumbre.

As Lojas 2A informaram ao portal que o carro foi vendido à LB Construções em 2022, mas que a titularidade nunca foi transferida “por um equívoco administrativo”. Desde então, a empresa afirma que não tem mais contato com o comprador e desconhece o uso atual do veículo.

O caso levanta suspeitas sobre a utilização de empresas de fachada, triangulações patrimoniais e uso de dinheiro em espécie — uma prática cada vez mais observada por órgãos de controle como indício de ocultação de patrimônio ou lavagem de dinheiro. A Polícia Federal e o Ministério Público acompanham de perto os desdobramentos. O silêncio dos envolvidos só aumenta o mistério e a gravidade da denúncia.

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