Festa de São Tiago 2025 perde público e evidencia crise de popularidade do governador Clécio Luís

 

A tradicional Festa de São Tiago, em Mazagão Velho, conhecida por sua forte identidade cultural e religiosidade, registrou um público visivelmente menor este ano. Segundo feirantes, turistas e moradores, o evento de 2025 ficou aquém das edições anteriores, levantando críticas à falta de organização por parte do Governo do Estado, sob a gestão do governador Clécio Luís.

Entre os principais motivos apontados para a queda na participação estão a cobrança de estacionamento no valor de R$ 40, mesmo sem oferecer estrutura mínima — o local era de terra batida, sem sinalização, iluminação ou segurança adequadas. Visitantes relataram que foram obrigados a utilizar o espaço, já que não havia alternativas viáveis para estacionar, o que gerou desconforto e reclamações nas redes sociais.

“É um desrespeito com quem vem prestigiar a cultura do Amapá. Você paga caro e ainda pisa na lama. A sensação é de abandono”, reclamou um turista vindo de Belém.

Além disso, o sucesso retumbante do Macapá Verão 2025, promovido pela Prefeitura de Macapá na praça Jacy Barata, contribuiu para a migração do público. Com uma programação recheada de shows locais e nacionais, infraestrutura de qualidade e acesso gratuito, o festival se tornou a escolha preferida de muitos amapaenses e visitantes.

Enquanto a gestão municipal colhe os frutos de uma agenda cultural bem planejada, o governo estadual enfrenta críticas cada vez mais intensas sobre sua capacidade de fomentar e preservar eventos tradicionais. A queda no público da Festa de São Tiago acende um alerta sobre o desgaste político do governador Clécio Luís, cuja popularidade parece seguir o mesmo caminho: em queda.

Postagens relacionadas

Efeito Clécio HE : “Não posso deixar ele morrer”: falta de leito no HACAL expõe falha grave no atendimento público

R. Nelson questiona reforma de quartel em Tartarugalzinho e aponta possível uso de material de baixa qualidade

Bomba no caso Master/Amprev: COAF revela R$ 32 bilhões e governo Clécio não explica caminho do dinheiro