Cobrança de estacionamento na Festa de São Tiago causa revolta e levanta questionamentos sobre uso de recursos públicos

A cobrança de R$ 40,00 pelo estacionamento durante a tradicional Festa de São Tiago, em Mazagão Velho, tem causado indignação entre visitantes e fiéis. Um desabafo publicado nas redes sociais ganhou repercussão ao criticar o alto valor cobrado logo na entrada do evento, que reúne milhares de pessoas todos os anos.

O principal questionamento levantado é: de quem é o terreno onde o estacionamento está sendo cobrado? A área é pública? Pertence ao Governo do Estado do Amapá, à Prefeitura de Mazagão ou ao Instituto de Desenvolvimento Social e Cultural de Mazagão Velho?

Até o fechamento desta matéria nenhuma das instituições havia assumido oficialmente a responsabilidade pela cobrança. O que se sabe é que a Festa de São Tiago, tombada como patrimônio imaterial, recebe amplo apoio logístico e financeiro do poder público, incluindo infraestrutura, segurança, palcos e atrações culturais.

Com tantos recursos públicos envolvidos, a cobrança de estacionamento gerou mais dúvidas do que explicações. Se o evento é gratuito, tem estrutura custeada por verbas públicas e é voltado à valorização da cultura e da fé, por que cobrar para estacionar? Quem autorizou? A população quer transparência.

“Nem em grandes eventos como Expofeira e Mega Sound se cobra esse valor. É um desrespeito com quem quer prestigiar uma festa histórica”, disse uma moradora em rede social.

A cobrança de estacionamento em áreas públicas precisa de autorização legal e, se for feita por terceiros, exige contrato e prestação de contas. O Ministério Público do Amapá e o Tribunal de Contas do Estado também podem ser acionados para apurar a legalidade da cobrança e a destinação dos valores arrecadados.

Enquanto isso, a população espera que os responsáveis se manifestem e corrijam o que já é considerado por muitos como um absurdo que fere a essência popular e religiosa da Festa de São Tiago.

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