Uma onda de desinformação tenta transformar arte em escândalo. Após o anúncio da lendária banda Sepultura como atração confirmada no Macapá Verão 2025, grupos extremistas e páginas sensacionalistas passaram a espalhar ataques infundados, chamando a banda de “adoradora do demônio”. A acusação, além de irresponsável, revela uma tentativa desesperada de desqualificar um dos maiores patrimônios culturais da música brasileira.
O Sepultura é referência mundial do heavy metal, com mais de 40 anos de história, turnês pelos cinco continentes e milhões de fãs. A banda levou o nome do Brasil para festivais históricos como o Rock in Rio, Monsters of Rock, Wacken Open Air (Alemanha) e tantos outros. Suas letras abordam temas como crítica social, desigualdade, política, resistência e identidade cultural — e jamais houve qualquer associação concreta com adoração satânica, como alguns tentam insinuar de forma preconceituosa e distorcida.
A vinda do Sepultura é um marco para o Amapá. Pela primeira vez, o público amapaense poderá assistir de perto a um show completo dessa banda que marcou gerações. A iniciativa da Prefeitura de Macapá, por meio da Fundação Municipal de Cultura, é ousada e acertada: leva cultura de qualidade, diversidade musical e promove inclusão em um festival que é do povo — e não de uma única visão de mundo.
Quem tenta usar religião para atacar a arte comete o mesmo erro dos que no passado queimaram livros e censuraram artistas. A arte é plural, contestadora, inquieta — e o Sepultura representa exatamente isso: resistência cultural, brasilidade e potência sonora.
O Macapá Verão 2025 entra para a história com essa atração e mostra que Macapá está, sim, no circuito dos grandes shows. E quem não quiser ir, que fique em casa — porque quem for, vai viver um espetáculo inesquecível.