Lula aposta em campanha publicitária para reverter queda na popularidade

O Brasil afirmou que a negociação direta entre Rússia e Ucrânia é essencial para o fim da guerra. Em declaração conjunta com outros países emergentes, a diplomacia brasileira defendeu que a ONU (Organização das Nações Unidas) deve ser o centro dos esforços diplomáticos para uma solução justa e duradoura para o conflito, que já dura mais de 3 anos. Para o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, o objetivo é “alcançar um acordo de paz negociado diretamente e aceito por ambas as partes, que leve em conta as preocupações legítimas de cada lado”. Em setembro, Brasil e China lideraram a formação de um grupo de países do chamado Sul Global para articular estratégias que possam encerrar a guerra no Leste Europeu. No começo, o grupo ressaltava importância de incluir a Rússia nas conversas –uma posição que era rejeitada por parte da Europa. Com a aproximação da Casa Branca com a Rússia sob a administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano), a exigência passou a incluir a participação ativa da Ucrânia nas mesas de negociação. Danese enfatizou que a ONU pode desempenhar um papel central nesse processo, promovendo esforços diplomáticos e assegurando a implementação de um eventual acordo de paz. “Desenvolvimentos recentes sugerem que o conflito pode estar se aproximando de um ponto de virada, com o foco mudando do campo de batalha para a mesa de negociações […] Acolhemos essa possível mudança e a vemos como uma oportunidade de gerar um novo impulso para acabar com o conflito. Isso poderia marcar uma etapa crítica em direção à paz e abrir caminho para um progresso significativo e sustentável”, afirmou Danese. O embaixador também defendeu que as demandas do Sul Global devem ser consideradas. Segundo ele, “questões como segurança alimentar e energética, bem como a assistência humanitária, devem ser parte integrante do processo de paz, garantindo que as vozes do Sul Global sejam ouvidas e efetivamente incorporadas nas discussões”. Poder 360 Visualizações 4 Anúncios

Postagens relacionadas

Efeito Clécio HE : “Não posso deixar ele morrer”: falta de leito no HACAL expõe falha grave no atendimento público

R. Nelson questiona reforma de quartel em Tartarugalzinho e aponta possível uso de material de baixa qualidade

Bomba no caso Master/Amprev: COAF revela R$ 32 bilhões e governo Clécio não explica caminho do dinheiro